SEARA DA CIÊNCIA

O MOVIMENTO BROWNIANO


Essa bolinha pinotando pela tela de seu computador simula uma coisa chamada "movimento browniano", nome que homenageia o botânico escocês Robert Brown. Em 1827, Brown observou e descreveu esse tipo de movimento irregular executado por pequenos grãos de pólen de flores suspensos em água. Foi uma observação singela e aparentemente trivial mas, com o desenrolar dos acontecimentos, revelou-se de extrema importância, resolvendo uma longa disputa sobre a existência de átomos e moléculas. A partir do relato de Brown, vários trabalhos foram apresentados sobre esse curioso movimento, culminando com um artigo publicado, em 1905, pelo então desconhecido Albert Einstein.

Hoje em dia, o "movimento browniano" serve de modelo na descrição de flutuações que ocorrem nos mais diversos e inesperados tipos de sistemas. Por exemplo, praticamente a mesma descrição e o mesmo tratamento matemático de Einstein podem ser adaptados para descrever flutuações de preços de mercadorias, a condutividade elétrica em metais e a ocorrência de cheias nos rios.

Nos capítulos seguintes, tentaremos dar uma idéia do que é o movimento browniano e contar como seu estudo deu origem a todo esse rico e complexo campo de pesquisas.


Em alguns pontos de nosso relato usaremos fórmulas e expressões matemáticas, separadas em locais com fundo amarelo. Elas ajudam a entender o tema mas não são indispensáveis e podem ser puladas sem comprometer a leitura do texto normal.

Capítulo 1: Os átomos e as moléculas existem?

Capítulo 2: O enigmático movimento observado por Robert Brown.

Capítulo 3: Uma explicação preliminar para o movimento browniano.

Capítulo 4: O número de Avogadro. O engano de Leibnitz.

Capítulo 5: A tese de doutoramento do jovem Albert Einstein

Capítulo 6: Uma lista de coisas que precisamos conhecer.

Capítulo 7: O artigo de Einstein sobre o movimento browniano.

Capítulo 8: Uma trajetória cheia de truques.

Capítulo 9: As experiências de Perrin e a vitória da hipótese atômica.