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SEARA DA CIÊNCIA |
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Objetivo Construir uma câmara de nuvens, também chamada de câmara de Wilson, e observar as trilhas de partículas sub-atômicas emitidas por substâncias radioativas. |
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Descrição
Uma câmara de nuvens, também chamada de câmara de Wilson, em homenagem a seu inventor, C. R. Wilson, é um dispositivo que mostra o rastro deixado por partículas sub-atômicas. A câmara que vamos descrever é bem mais simples que a câmara original de Wilson mas funciona. |
| Corte um papel mata-borrão, ou uma esponja fina, em forma de disco, com o diâmetro igual ao fundo do vidro. Fixe esse disco no fundo do vidro com colatudo de boa qualidade. Corte outro disco, agora feito de pano preto (veludo, por exemplo) e cole-o na parte de dentro da tampa. Prenda a fonte radioativa na parte interna da tampa. Derrame um pouco de álcool anidro dentro do vidro ainda aberto e agite bem para ensopar o papel ou esponja. Se sobrar algum excesso de álcool, derrame-o fora. Tampe o vidro, ponha-o com a tampa para baixo e espere uns 15 minutos. Enquanto espera, encha um prato fundo de gelo seco (CO2 sólido) e cubra com um pano fino. Coloque o vidro, com a tampa para baixo, sobre o pano que cobre o gelo seco. O álcool dentro do vidro esfria bastante, ficando em um estado chamado de supersaturado. Nesse estado, qualquer perturbação pode condensar o álcool vaporizado. Escureça a sala e ilumine o vidro com uma boa lanterna. Nesse ponto, se tudo correr bem, deve ser possível observar algumas trilhas deixadas pelas partículas emitidas pelo material radioativo. Se você dispõe de uma câmera fotográfica, fotografe essa trilhas para mostrar na Feira. Talvez seja necessário deixar o obturador aberto durante alguns segundos. | ![]() Esquema da câmara de nuvens.
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Análise As trilhas que vemos na câmara são feitas de moléculas de álcool que se condensam como a água se condensa em uma nuvem (daí o nome). Uma partícula sub-atômica ejetada pelo material radioativo sai em linha reta. Ao passar por uma molécula de ar ou álcool, a partícula pode arrancar um ou mais elétrons da molécula, ionizando-a. Esses íons, ao se formarem, atraem as moléculas de vapor que estão nas proximidades, condensando-as em forma de gotículas bem pequenas. São essas gotículas que espalham a luz e formam as trilhas indicando o caminho por onde passou a partícula sub-atômica.
![]() É possível que apareça outro tipo de trilha, mais fina, que não se originam de partículas emitidas pela fonte radioativa. Essas, provavelmente, são devidas a raios cósmicos que passam pela câmara enquanto estamos observando. Esses raios cósmicos também são formados de partículas, só que se originam nas altas camadas da atmosfera ou mesmo no espaço exterior. Alguns vêm de muito longe, de fora do sistema solar ou mesmo da galáxia. Se sua câmara for muito bem feita, você nem precisará de uma fonte radioativa: bastam os raios cósmicos que sempre estão por aqui. |
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Para melhorar bastante o desempenho de sua câmara, serão necessários cuidados especiais. Envolva o vidro com um cilindro de papel preto deixando duas fendas retangulares deslocadas de noventa graus, uma da outra. Uma delas fica a uns 2 ou 3 centímetros acima da parte que terá contacto com o gelo seco. A parte de baixo da outra deve coincidir com a parte de cima desta. Ilumine o interior do vidro com uma luz bem forte através da fenda inferior. Use, por exemplo, o feixe de luz de um projetor de slides. Observe e fotografe as trilhas pela fenda superior. Para saber se as partículas que geram uma trilha são eletricamente carregadas, aproxime um ímã forte de sua câmara. Se a partícula tiver carga, a trilha aparecerá curva. | ![]() |
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Material
Um vidro de geléia ou outro qualquer, transparente e de boca larga, com tampa rosqueada.
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Dicas
Só escolha essa experiência se tiver bastante tempo para prepará-la. É um projeto um tanto elaborado, que exige boa dose de habilidade manual, paciência e criatividade. Quando funciona é uma maravilha e pode ser candidata a um prêmio na Feira. |